• Maria Luiza & Gédna

Vamos falar sobre ponto crivo?

Você provavelmente já viu alguma peça com esse acabamento diferente e delicado, que lembra renda. Ele também é chamado de ponto labirinto e costuma ser usado como o detalhe principal de toalhas, peças decorativas para a casa, roupas entre outros.



O ponto crivo carrega uma história antiga passada de geração em geração. Ainda hoje ele tem seu charme e está com mais força na decoração e na moda principalmente por ser feito à mão, deixando as peças exclusivas e especiais. O trabalho é sempre único.


Sua origem é Portugal, mas é sinônimo de Brasil. Por conta da colonização, vemos muito do ponto crivo nas regiões com origem portuguesa, como na região da Grande Florianópolis em Santa Catarina, colonizada pelos açorianos, e estados da região Nordeste.



Ele entrou para a nossa cultura em meados do séculos XVII e costumava ser utilizado para bordar enxovais. O charmoso ponto crivo é versátil e permite a criação de imagens, formas geométricas, flores e padronagens.


Usando a linha esterlina 10 ou 20 (que é de algodão, mais apropriada para bordar e também para o crivo) você pode fazer detalhes em barras ou crivar uma peça inteira. O ponto crivo é feito através do entrelace dos fios sobre um tecido telado. Ah, e para fins de curiosidade, o crivo vem do verbo crivar, que significa perfurar ou cravejar, e é dessa forma que o tecido a ser bordado é preparado, sendo então desfiado e crivado.


O ponto crivo pode ser feito em qualquer tecido com trama apropriada para bordado, sendo que o importante é que seja possível contar os buraquinhos da trama do tecido. Antigamente, o trabalho era feito em tecidos bem finos e com pontos menores, para dar a impressão de ser renda, que era mais nobre.



A técnica exige precisão nas mãos e paciência! O foco durante a produção de uma peça inteira ou com detalhe em ponto crivo é muito importante, mesmo para as artesãs mais experientes. Se houver algum erro, o trabalho precisa ser refeito, assim como em outras técnicas, como bordado, crochê e tricô, mas o ponto crivo é delicado por conta das linhas e buraquinhos.


De forma resumida, essa é a sequência tradicional usada pelas artesãs da Grande Florianópolis, nossa cidade, para confeccionar o ponto crivo:


  • Desfiar: vazar o tecido separando os fios e cortando para fazer pequenos quadrados

  • Tampar: preencher os espaços com um desenho utilizando linha

  • Urdir: reforço nas laterais dos quadradinhos com linha

  • Casear: etapa final, dá acabamento nas bordas para que o tecido não desfie



Separamos para esta publicação algumas inspirações com essa técnica feitas aqui na Pesponto para você! Que tal? Se você já faz ponto crivo, compartilhe sua experiência conosco! Adoramos conversar sobre costurices. Se quiser aprender, oferecemos curso presencial sobre a técnica.


Esperamos que tenham gostado!


Com carinho,

Maria Luiza e Gédna

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